Manufatura aditiva

Como o "EDAG Genesis" colocou o mundo automobilístico de cabeça para baixo

O termo "impressão 3D" está na boca do povo. Pelo menos desde que as impressoras para consumidores conquistaram o mercado por 1.000 euros ficou claro quais são as novas possibilidades na tecnologia da manufatura aditiva. Na aeronáutica e nas tecnologias para a medicina, a manufatura aditiva, ou additive manufacturing, já está sendo utilizada. Na indústria automobilística é utilizada, até o momento, quase que exclusivamente na produção de protótipos.

A tecnologia está pronta para o próximo passo

Mas como esta tecnologia irá adiante? A manufatura aditiva pode abandonar o "Rapid Prototyping" na indústria automobilística? Pode alcançar mais? Na EDAG contamos com isso, os processos estão prontos para um próximo passo. Um passo no qual os processos clássicos de fabricação e as possibilidades de concepção construtiva serão expandidos de forma revolucionária. Os mais recentes avanços no desenvolvimento, que possibilitam representar com este processo estruturas muito complexas e de elevada eficiência, tornam isso possível!

Com o "EDAG Genesis", no Salão Automobilístico de Genebra em 2014, os desenvolvedores da EDAG apresentaram uma perspectiva visionária daquela que provavelmente será a próxima revolução industrial no desenvolvimento e fabricação de automóveis. A exposição do "EDAG GENESIS" é vista como o símbolo para as novas liberdades e invenções que os designers e engenheiros oferecem no desenvolvimento e produção através do processo de manufatura aditiva. Através da manufatura aditiva é possível dar um passo grande para chegar nos princípios da construção e estratégias da natureza. Tudo desenvolvido de forma objetiva e evolutiva para estruturas otimizadas, a partir das quais o homem só pode aprender. E isso sem recorrer a ferramentas, economizando recursos e de forma ecológica.

Implementar a natureza como modelo sem compromissos

O "EDAG GENESIS" se baseia nos padrões biônicos de uma tartaruga, cujo casco oferece proteção e amortecimento e esta unido ao esqueleto. O casco se assemelha a um componente em forma de sanduíche com estruturas ósseas interiores bem finas que oferecem a resistência e o reforço do casco. Esta abordagem reflete-se na peça exibida. O esqueleto no "EDAG GENESIS" é antes de mais nada uma metáfora e que aqui não serve como aparelho de locomoção, mas sim para a proteção complementar dos passageiros. A estrutura esquelética lembra uma estrutura óssea naturalmente desenvolvida , que na sua forma e composição deve realçar uma coisa explicitamente: essas estruturas orgânicas não podem ser fabricadas com ferramentas convencionais! A tartaruga teve milhões de anos para se desenvolver alcançando suas finalidades e deixar, por exemplo sua “proteção interna” perfeita, já nós, homens, estamos ainda mentalmente no início de uma provável mudança de paradigma. As normas de construção tradicionais com restrições nas condições de fabricação terão um papel muito reduzido na fabricação aditiva e a construção aperfeiçoada da natureza também poderá ser futuramente aplicada em uma produção em série real, de forma diferente daquela que se pensava até agora.

Precisamos repensar totalmente o desenvolvimento dos automóveis

O provável impacto no status quo do desenvolvimento automobilístico é enorme. Dessa forma, o elevado grau de liberdade dos processos de manufatura aditiva permite a criação de componentes resistentes à carga ou otimizados em caso de acidente, biônicos e multifuncionais com espessuras sem sobredimensionamento e características de materiais de excelente qualidade. A vantagem decisiva que vai fazer a nossa sociedade dar um passo adiante, é a carroceria com emissão mínima de CO2 do futuro. Indicando mais uma das inúmeras vantagens, além de que os processos de manufatura aditiva também vão mudar muitas coisas partindo de um ponto de vista de abordagem logística. Por exemplo, as estruturas de fabricação futuras, descentralizadas, irão permitir um elevado nível de flexibilidade e eficiência na criação do produto. Imagina-se que as peças de fabricação e reposição só serão impressas e produzidas mediante pedido ou em caso de conserto.

A aplicação industrial dos processos de manufatura aditiva ainda se encontra no início, mas as vantagens revolucionárias já fazem agora desta tecnologia um tema absolutamente futurístico. Tal como o exemplo do "EDAG Genesis" comprova, do ponto de vista atual é possível e realista uma produção de componentes em curto prazo e em uma etapa posterior de módulos e componentes.

Um ditado popular chinês diz que toda grande viagem começa com um primeiro passo.